Já vos aconteceu estarem numa repartição ou num qualquer lugar público e vos perguntarem: Profissão?
Confesso que esta é, definitivamente, a pergunta mais embaraçosa que tenho de responder quando tenho de preencher os meus dados pessoais, seja porque razão for.
Na verdade, qual é a minha profissão? Bolseira? isso não é uma profissão... é um estatuto previsto por lei que dizem que tem muitas regalias, nomeadamente o não pagamento de impostos. O que a minha experiência diz é que esse conceito na prática acaba por se revelar falacioso. Resta-me o estudante ou o investigador...
Confesso que esta é, definitivamente, a pergunta mais embaraçosa que tenho de responder quando tenho de preencher os meus dados pessoais, seja porque razão for.
Na verdade, qual é a minha profissão? Bolseira? isso não é uma profissão... é um estatuto previsto por lei que dizem que tem muitas regalias, nomeadamente o não pagamento de impostos. O que a minha experiência diz é que esse conceito na prática acaba por se revelar falacioso. Resta-me o estudante ou o investigador...
Já me sinto mal a dizer que sou estudante. As pessoas olham para mim, e vejo-lhes a passar em rodapé: "Já tinhas idadezinha para deixares de ser estudante e de viveres às custas dos pais". Tentei algumas vezes dizer que era estudante de doutoramento, mas também não resultou muito bem. As pessoas pensam que doutoramento é uma área de conhecimento qualquer moderna que se estuda agora... e o preconceito do estudante com a minha idade persiste!
Ultimamente tenho optado pela opção de investigadora. Sempre é pomposo, e às vezes perguntam: " Então, é cientista?". Tenho a impressão que a profissão: investigador, não existe... ou seja, não está previsto em diário da república, o que me deixa numa situação chata... afinal o que faço não é um emprego? Qual é realmente a minha ocupação laboral?
Se tiverem melhores sugestões que estas, digam! Estou sempre aberta a novas ideias!
Ultimamente tenho optado pela opção de investigadora. Sempre é pomposo, e às vezes perguntam: " Então, é cientista?". Tenho a impressão que a profissão: investigador, não existe... ou seja, não está previsto em diário da república, o que me deixa numa situação chata... afinal o que faço não é um emprego? Qual é realmente a minha ocupação laboral?
Se tiverem melhores sugestões que estas, digam! Estou sempre aberta a novas ideias!
5 comentários:
Como eu te compreendo, Diana!
No meu exemplo, quando me questionam a profissão respondo: Compradora. E as pessoas ficam a olhar para mim com ar de incrédulas.
Até o padre no casamento da minha irmã queria mudar a minha profissão para Vendedor, pq dizia: "Comprador...essa profissão nao existe... nunca ouvi tal"
Olha Di, quando souberes avisa-me porque eu tenho o mesmo problema que tu. Supostamente a minha profissão cá segudo os papeis é "Técnica de I&D" (Investigação e Desenvolvimento), eu investigo? Eu lá desenvolvo? Já optei por Designer (que também não sou!!)... enfim...
ja experimentaste simplesmente: fisica ?
carla
lolol, melhor!!! a primeira vez que me perguntaram isso, foi numa dádiva de sangue, fiquei em silencio uns segundos e disse cá para mim: "sei lá qual a minha profissao.."
Respondi: "monitora"
Ficou a senhora mais alguns segundos a olhar para mim...
é o país que temos lol
Beijao
Olá Di!
Achei que devia partilhar contigo uma coisinha: as pessoas que, como eu, têm profissão definida (até na Constituição) às vezes partilham o mesmo problema.
Já cheguei a usar o termo "magistrada", mas às vezes não entendem o que digo (creio que para algumas pessoas isso quer dizer qualquer coisa ligada aos professores).
Ultimamente tenho assumido o "juiz" mas esta resposta também não está isenta de problemas: há a eterna questão de usar ou não usar o feminino da palavra; algumas pessoas já me perguntaram se era árbitro de futebol; e quanto à - talvez mais correcta -expressão "juiz de direito" nem sempre é entendida por todos e outras vezes fica tudo a olhar.
Tenho uma colega que já tentou usar simplesmente "jurista", mas, além de não ser verdade, foi apanhada , disseram-lhe logo "Ah, é juiz!" em tom de reprimenda por não ter assumido logo, como se tivesse vergonha da profissão que tem.
Beijinhos,
Cris
Enviar um comentário